O que é ganhar ou perder a vida?

30 de agosto de 2026 | 22.º Domingo do Tempo Comum Leituras | Comentário | Avisos | Boletim «As palavras de Jesus ao discípulo falam d...

Calendário da Paróquia de Amor

sábado, 29 de agosto de 2026

O que é ganhar ou perder a vida?

30 de agosto de 2026 | 22.º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

«As palavras de Jesus ao discípulo falam da necessária perda de si, da sua própria vida, para a encontrar (cf. Mt 16,24-26). Exigem, portanto, um renegar de si mesmo, parar de conhecer-se, sair de uma vida auto-centrada, da procura de auto-justificações, para encontrar-se como dom e alcançar, pela graça, a verdadeira vida. Trata-se de uma passagem pascal da vida como posse e como poder, à vida como dom e graça. É a vida vivida em Cristo e por Cristo, é a vida de Cristo em nós: "Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la" (Mt 16,25). "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?" (Mt 16,26). O texto deixa antever a situação de todos os homens tentados a possuir, a ampliar o campo de ação para fora de si, a acumular, falhando a vida, perdendo-se. Talvez isso aconteça para não se encontrarem a si mesmos, para não entrarem no doloroso face-a-face consigo.

Seguir Cristo significa colocar a nossa vida na Sua vida, por amor. O que por amor se perde, na realidade não é perdido, mas oferecido. E o que é oferecido por amor é encontrado na relação.» (Texto de Luciano Manicardi)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Formação cristã com adultos e catequeses de preparação para o Crisma


No início do novo ano pastoral de 2026 - 2027, a Vigararia do Vale do Lis, com as suas 3 Unidades Pastorais e 12 paróquias, entre as quais a paróquia de Amor, vai dar início a um percurso de catequese com adultos (maiores de 21 anos de idade) que queiram prepara-se para a celebração de algum ou de todos os sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia), ou que desejarem fazer uma caminhada catequética de aprofundamento da fé cristã com outros adultos.

Os encontros serão aos sábados, pelas 21h, quinzenalmente, estando previsto que decorram na paróquia da Ortigosa. O início deste percurso com 16 encontros, está agendado para o dia 10 de outubro de 2026, concluindo em maio de 2027.

Os adultos interessados em vivenciar este percurso de formação cristã devem dirigir-se ao Cartório Paroquial para fazer a sua inscrição.

E para mim, quem é Jesus?

23 de agosto de 2026 | 21.º Domingo do Tempo Comum
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Jesus pergunta aos discípulos «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» e, depois voltando-se diretamente para os discípulos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

A opinião dos “homens” não capta a condição única de Jesus, a sua novidade e originalidade. Reconhecem que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão. Olham para Jesus como um profeta, na linha dos grandes profetas da história do Povo de Deus. É muito, mas não é o suficiente. A opinião dos discípulos acerca de Jesus vai muito além da opinião comum. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, proclama: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Nestes dois títulos resume-se a fé da Igreja. Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é esse libertador que Israel esperava. No entanto, Jesus é também o “Filho de Deus”: significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai, e que Jesus conhece e realiza os projetos do Pai no meio dos homens.

Na resposta, Jesus esclarece que esta fé é um dom de Deus. E, de seguida, nomeia Pedro para “administrador” da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade dos discípulos do Reino. Pedro é o protótipo do discípulo: nele, está representada a comunidade que se reúne em volta de Jesus e que proclama a sua fé em Jesus como o “Messias” e o “Filho de Deus”. É a essa comunidade, representada por Pedro, que Jesus se confia.

Pedro é feliz, encontra-se a si mesmo e à sua missão, na relação de fé com Jesus. Desse progressivo conhecimento nasceu a capacidade de conhecer Jesus “por dentro”, e por isso O seguiu e por Ele deu a vida. Também no nosso caminho como cristão, e para que esse caminho tenha sentido, se faz ecoar a mesma questão daquele dia: e para mim, quem é Jesus?

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Festa em honra de São Paulo, em Amor


 

A fé posta à prova

16 de agosto de 2026 | 20.º Domingo do Tempo Comum
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Não é apenas a fé daquela mulher que é posta à prova perante, primeiro, o silêncio de Jesus Cristo e, depois, as respostas duras que parecem querer afastar aquela “estrangeira” que seria indigna da atenção de Deus… É também posta à prova a ideia daqueles que se consideravam os únicos dignos da atenção de Deus, como Povo escolhido e que, na pessoa dos discípulos, se sentem incomodados com a forma como Jesus trata aquela mulher. Jesus, com esta atitude, ajuda-nos a compreender a incompreensibilidade da exclusão e do sectarismo, numa comunidade que é convidada a ser “Católica” (universal), aberta à totalidade da diversidade humana.

Mas esta cena narrada por Mateus ajuda-nos a perceber que a fé é, também, uma confiança que se deixa pôr à prova perante os “silêncios de Deus” e as respostas que (por vezes) nos possam parecer contrárias às expectativas geradas. Convida-nos a olhar a fé não como algo adquirido pelo facto de se fazer parte de um certo grupo humano onde socialmente se celebram algumas "festas" dentro das “tradições” locais, que fazem afirmar os "direitos" de quem tem "todas as comunhões", mas como uma relação de confiança que constantemente se constrói.

«O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas»

15 de agosto de 2026 | Solenidade da Assunção
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Embrenhados nas rotinas que fazem parte das nossas vidas, muitas vezes mergulhados por preocupações e afazeres que pedem muito de nós, limitamo-nos a viver o tempo presente centrados apenas na sucessão dos dias. Torna-se muito difícil para nós pensar no dia de amanhã. E mais difícil ainda pensar no que nos espera no fim desta nossa vida cheia e atarefada.

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora ao Céu convida-nos a olhar para além das correrias do nosso dia-a-dia e contemplar aquilo que nos espera no final das nossas vidas: o encontro com Cristo ressuscitado, que nos ressuscita.

[Esta solenidade] empurra-nos para isso mesmo, para o maravilhamento perante o triunfo de Cristo sobre a morte, que em Nossa Senhora já resplandece.

Pe. Eduardo Caseiro

domingo, 2 de agosto de 2026

A mão estendida de Jesus

9 de agosto de 2026 | 19.º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste domingo, onde contemplamos Jesus a andar sobre as águas, é todo ele cheio de simbologia: a “noite” fala da confusão e insegurança em que tantas vezes “navegam” os discípulos; as “ondas” e os “ventos contrários” representam a oposição ao projeto de Jesus... É aí, precisamente, que Jesus se manifesta: Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar”. Jesus é o Deus que vela pelo seu Povo e que não deixa que as forças da morte (o “mar”) o destruam.

No meio do mar açoitado pelas ondas, e com ventos contrários, os discípulos, na barca (símbolo da Igreja), são convidados a perceber que o vulto de Jesus não é o de um "fantasma", mas do "Filho de Deus" que está sempre pronto a estender logo a mão para segurar que tem confiança para dizer como Pedro: «Salva-me, Senhor!»