Peregrinação Diocesana a Fátima

Para saber mais

Calendário da Paróquia de Amor

sexta-feira, 13 de março de 2026

Peregrinação Diocesana a Fátima


Para saber mais

Renascer no encontro com a luz

15 de março de 2026 | 4.º Domingo da Quaresma
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Jesus e os discípulos encontram um homem cego, mas olham-no diversamente: os discípulos veem nele um pecador; Jesus vê na doença daquele homem ocasião para se manifestar a ação de Deus.

O texto apresenta-se como que uma iniciação em que o homem que era cego recupera a vista e alcança a sua identidade: um reconhecimento que é também um renascimento para uma vida renovada pelo encontro com Jesus, expressa na confissão de fé: “Eu creio Senhor”. O gesto terapêutico de Jesus sobre o cego, quando “fez lama com a saliva...”, recorda o gesto com que Deus criou Adão. A re-criação que conduz aquele que era apenas objeto de juízos dos outros a ser sujeito, a assumir a vida, a tomar a palavra e a reivindicar uma identidade: “Sou eu”, pode afirmar.

Diante do cego curado a primeira reação é a dos conhecidos que fazem perguntas, interrogam mas não se interrogam, não se põem a si próprios em questão e assim permanecem à superfície. Depois os pais que, por medo, não vão além de uma banal constatação do facto. Por fim, o saber teológico dos fariseus, autosuficiente e impermeável, obtuso, que os leva a acusar Jesus e o cego de serem pecadores...

Quem é cego e quem vê? Esta é a pergunta que o texto suscita. E esta a resposta: vê quem sabe ver a sua cegueira e se dispõe a abrir-se à ação de cura e de luz que Jesus Cristo oferece.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Programa das «24 horas para o Senhor»

De 13 para 14 de março, a Igreja vive as “24 horas para o Senhor”, desafio lançado há alguns anos pelo Papa Francisco para um dia de oração e encontro com a misericórdia de Deus. O Papa Leão XIV escolheu o versículo do Evangelho de João: “Eu vim para salvar o mundo” (Jo 12,47), como lema para este ano. Na paróquia de Amor, propõe-se um horário para a adoração comunitária da igreja paroquial:

17h30: Introduções e confissões
18h30: Missa e exposição do Santíssimo
19h00: Grupos AM3 / 7.º ano
20h00: Grupos AM4 / 8.º ano
21h00: Grupos DM1 / 9.º ano
22h00: Escuteiros (vigília das promessas)
00h00: Ministros Extraordinários da Comunhão
02h00: Mov. Mensagem de Fátima
04h00: Mov. Cursos de Cristandade
06h00: Conferência São Vicente de Paulo
08h00: Renovamento Carismático
10h00: Movimento Mariano
11h00: Comissões de Igreja
12h00: Catequistas da infância e crianças
13h00: Grupos Corais e Liturgia
14h00: Grupos 3.º ano de todos os centros
15h00: Grupos 6.º ano de todos os centros
16h00: Grupos DM2 / 10.º ano de todos os centros
17h00: Oração final e Bênção do Santíssimo

Quanto possível, o pároco estará na igreja para confissões e/ou diálogo.

A fonte da água de vida eterna

8 de março de 2026 | 3.º Domingo da Quaresma
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Muitas lendas falam de uma fonte que rejuvenesce, deixa as pessoas eternamente jovens... Não é propriamente disso que Jesus fala quando afirma, à mulher samaritana, que «quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna».

Esta «água» é o próprio Espírito, aquele que é capaz de transformar radicalmente o ser de quem se abre à novidade de Jesus, esse Espírito que é o Amor de Deus que impele ao Amor aos outros, esse Espírito capaz de fazer de todos uma única família. Aquela mulher procurava matar uma sede, mas, no encontro com Jesus, percebeu que a sua sede mais profunda, só em Jesus encontra a fonte (na imagem, o artista faz-nos perceber como Jesus se confunde com o próprio poço, Ele é o poço...): por isso deixa o seu cântaro e corre para anunciar aos outros aquilo que eles próprios confirmam: «Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».

Mais que uma água que nos deixa jovens de corpo, Jesus dá-nos uma água que nos faz construtores de um mundo rejuvenescido constantemente pelo Espírito, e nos abre à esperança da eterna juventude do Amor em Deus.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Deixar-se transfigurar em Cristo transfigurado

1 de março de 2026 | 2.º Domingo da Quaresma
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Numa cena carregada de simbolismo retirado do Antigo Testamento, Jesus é-nos apresentado como o Filho de Deus na sua glória, transfigurando-se diante dos discípulos. A sua vida, vivida pela lógica do amor, não se destina ao fracasso, mesmo que passe pela cruz: no dom de si mesmo, concretiza-se o projeto salvador do Pai, fonte dessa vida plena na ressurreição.

No caminho quaresmal de penitência e conversão, assegura-nos que vale a pena arriscar descer do monte e trilhar, também nós, um caminho de doação, pegando na cruz e caminhando para a Páscoa da ressurreição: deixar-se transfigurar em Cristo transfigurado.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Encontros Quaresmais da Unidade Pastoral 4

Para o tempo da Quaresma, a UP propõe quatro momentos de encontro, formação e convívio, um e cada paróquia da nossa Unidade, para aprofundar o tema do Batismo, e fomentar a união entre todas as paróquias.

Estes encontro decorrem sempre à quarta-feira, às 21h. A paróquia que acolhe é convidada a preparar o momento final de convívio, com algo para comer e beber.

O primeiro encontro será a 25 de fevereiro, em Amor, com o tema «Pelo Batismo, somos filhos e irmãos» (teologia do Batismo), e será orientado pelo Pe. Fernando Varela. A 4 de março, em Monte Real, terá como tema «O Batismo ao longo da História» (história e pastoral), orientado pelo Pe. Filipe Lopes. Carvide, a 11 de março, recebe o encontro sobre «O sentido dos sinais batismais» (ritos da celebração). Termina, a 18 de março, na Vieira, com o tema «Pelo Batismo somos Igreja viva» (compromisso). Estes dois últimos orientados pelo Pe. José Henrique. A participação é livre e não é necessária inscrição.

Olhar as nossas opções à luz das de Jesus

22 de fevereiro de 2026 | 1.º Domingo da Quaresma
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Depois do batismo, e antes de iniciar o anúncio do Evangelho, contam os evangelhos que Jesus passa quarenta dias no deserto e é tentado. Este é um texto programático que nos fala das opções de Jesus: não escolhe um caminho de realização material, não opta pelo êxito fácil, não quer o poder… Jesus é o Messias que vem numa atitude diferente: de entrega, de serviço, de obediência à vontade do Pai.

A tentação é sempre sedutora: e como seria tão mais «certo» e «fácil» se Deus se impusesse, poderíamos até pensar. Quantas vezes não queremos um Deus que resolva as nossas questões materiais, que demonstre todo o seu poder em magníficos milagres, que mude as formas de viver e de pensar das (outras) pessoas e acabe com todas as injustiças do mundo…?!

Mas o Deus de Amor, assumido e revelado em Jesus Cristo, não segue estas lógicas. E faz-nos também pensar naquilo que são as seduções/tentações que nos cercam e que, tantas vezes, parecem o melhor caminho… Faz-nos pensar que também nós somos convidados ao serviço, à entrega, a fazer-nos pequenos, indo ao encontro do outro como um dom, escutando o dom da palavra de Deus.