Um caminho de reconhecimento

19 de abril de 2026 | 3.º Domingo da Páscoa Leituras | Comentário | Avisos | Boletim Dois discípulos a caminho de Emaús, tristes e des...

Calendário da Paróquia de Amor

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Um caminho de reconhecimento

19 de abril de 2026 | 3.º Domingo da Páscoa
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Dois discípulos a caminho de Emaús, tristes e desanimados: os seus sonhos de triunfo ao lado de Jesus ruíram aos pés de uma cruz. Abandonam a comunidade em Jerusalém e regressam à sua aldeia, dispostos a esquecer o sonho.

Entretanto, surge Jesus. Faz-se seu companheiro de viagem, interroga-os, escuta as suas preocupações, torna-se confidente da frustração. Para responder, e lhes demonstrar o projeto de Deus, “começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que lhe dizia respeito”. É na escuta e na partilha da Palavra que o plano salvador de Deus ganha sentido: só através da Palavra de Deus – explicada, meditada e acolhida – o crente pode perceber que o amor até às últimas consequências e o dom da vida não são um fracasso, mas geram vida nova e definitiva. Chegam a Emaús. Mesmo que o coração possa estar “a arder”, continuam a não reconhecer Jesus, mas convidam-n’O a ficar com eles. Ele aceita e sentam-se à mesa. Enquanto comiam, Jesus “tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho”.

Evoca-se a celebração eucarística da Igreja primitiva: é possível encontrar Jesus vivo e ressuscitado sempre que os irmãos se reúnem em nome de Jesus para “partir o pão”. Jesus lá está, vivo e atuante, no meio deles. É essa extraordinária novidade que os leva de novo ao encontro da comunidade dos discípulos, o lugar onde se partilha a mesma certeza de que Jesus está vivo! É o sonho que volta, transfigurado pelo processo de reconhecimento de Jesus na Palavra acolhida, no Pão repartido, na Fé partilhada na comunidade.

sábado, 11 de abril de 2026

Festa em honra de São Jorge 2026

Barreiros, 23 a 26 de abril

A Festa em honra de São Jorge, nos Barreiros, realiza-se de 23 a 26 de abril. Este ano, a Festa tem início precisamente a 23 de abril, dia em que a Igreja celebra a Memória Litúrgica de São Jorge. Nesse dia haverá Missa, às 20h, seguida de procissão de velas.

No dia 24, o restaurante estará aberto a partir das 18h30. Durante a noite haverá vários grupos para a animação musical. No sábado, dia 25, a tarde terá jogos tradicionais, a começar pelas 15h. O restaurante volta a abrir às 18h30, tendo várias propostas musicais para a noite, a partir das 21h30.

No dia 26 de abril, domingo, a Filarmónica das Cortes chega pelas 9h30. Às 12h abre o restaurante, e a a Missa da Festa será às 14h30, seguida da procissão em honra de São Jorge, e a entrega da bandeira, a atuação do Racho Folclórico dos Barreiros, a música durante a noite, com o sorteio das rifas pelas 23h30 e encerramento do arraial.

«Felizes os que acreditam sem terem visto»

12 de abril de 2026 | 2.º Domingo da Páscoa
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O acreditar, a fé, é sempre um confiar-se para além do que se toca e vê... Para lá das provas cientificamente comprováveis, um lançar-se com a razão, o afeto e a vontade, nos braços do Mistério, onde apenas dentro se compreende o sentido, e dá sentido...

Tomé é tão próximo da nossa humanidade atual: quer tocar para acreditar... No entanto, ele teve a ousadia de não se fechar nas dúvidas, mas de se abrir à resposta no lugar onde as poderia encontrar: oito dias depois, na comunidade crente, vai e é capaz então de ver, de «tocar» de uma outra forma, a presença viva de Jesus.

E Jesus faz-se realmente presente, «oito dias depois», quando, no ritmo dominical, a Igreja se volta a reunir para, no testemunho da unidade, no perdão pedido e assumido, na Palavra escutada e atualizada na vida, no Pão consagrado e partilhado, celebrar o Mistério desta mesma Presença constante do amor de Jesus que não cessa de nos dar a paz e de soprar sobre nós o mesmo Espírito de Amor que inflamou os discípulos desde a primeira hora.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Este o dia da grande surpresa de Deus

5 de abril de 2026 | Domingo de Páscoa
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Páscoa: este o dia da grande surpresa de Deus! A notícia é surpreendente: Jesus não está no sepulcro, aquele que morreu na cruz e foi sepultado, está vivo! A Páscoa de Jesus Cristo é o acontecimento que marca a História de Jesus e, nele, de toda a humanidade: a morte, tocada pelo Amor de Deus, abre-se à esperança da Vida. E a vida, esta de cada dia, vive-se na perspetiva da eternidade que, sendo o permanecer no Amor que é Deus, não faz sentido senão sendo vivida segundo o mandamento do amor.

Para isso somos batizados. Pelo Batismo, também nós somos submergidos nesta vida divina que vence o pecado e a morte, e renascemos para uma vida nova, a vida dos filhos de Deus: no Batismo Deus faz-nos parte da sua família! Dom da graça e misericórdia divina, a Vida acolhida é constantemente alimentada na Eucaristia. Batismo e Eucaristia estão intimamente unidos, brotam do mesmo coração aberto de Jesus, rasgado pela lança do soldado, de onde sai sangue e água.

Vivendo como filhos de Deus, ao jeito de Jesus, a eternidade-ressurreição é já um presente (por ser dom de Deus, mas também por ser de agora, atual), mesmo que marcado pelo «ainda não» das contingências desta vida terrena. No Batismo começamos esta aventura de, à imagem do Filho, viver para amar e de amar para viver.

sexta-feira, 27 de março de 2026

«Este era verdadeiramente Filho de Deus»

29 de março de 2026 | Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
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A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus apercebeu-Se de que o Pai O chamava a uma missão: anunciar, e tornar já presente, um mundo novo para todos os homens: o Reino de Deus. Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina “fazendo o bem” e anunciando a proximidade desse mundo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos. Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem mesmo os pecadores; ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos, não deviam ser marginalizados; ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus; avisou os “ricos” de que o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência só podiam conduzir à morte.

O projeto libertador de Jesus entrou em choque com a atmosfera de egoísmo e de opressão que dominava o mundo. Mas também com os hábitos e preconceitos religiosos, centrados mais no cumprimento da Lei que no encontro livre e verdadeiro com o amor misericordioso do Pai. As autoridades políticas e religiosas sentiram-se incomodadas com a denúncia de Jesus. Por isso O prenderam, julgaram e condenaram. A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”.

Mas na cruz, vemos aparecer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado. E assim, a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo do “Reino”, o dinamismo do Amor.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Escuteiros fazem a sua Promessa

Na passada noite de 13 de março, integrado nas 24 Horas para o Senhor, na Igreja Paroquial de Amor, o Agrupamento 1166-Amor viveu a Vigília “As fontes de água-viva”, como preparação espiritual para as promessas dos noviços e aspirantes.

A partir da imagem do poço de Jacob, relembramos a importância da “Água Viva” na nossa vida e do encontro da verdadeira felicidade em Cristo, que sacia a sede mais profunda do coração e que alimenta as raízes da nossa fé.

Ao depositar dos lenços junto ao poço e ao proclamar as Máximas, Princípios e Lei do Escuta, os novos elementos do agrupamento exprimiram o desejo de deixar que Deus inunde e fortaleça a sua caminhada escutista, enraizada no Evangelho e no serviço da comunidade.

Ao final da noite, à luz do encontro de Jesus com a Samaritana e de outros textos da Escritura, os escuteiros foram ainda convidados a uma reflexão e oração pessoal neste encontro íntimo com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

No dia seguinte, dia 14 de março, o agrupamento juntou-se à comunidade paroquial na Eucaristia, na Igreja do Casal dos Claros e Coucinheira, para testemunhar as promessas dos 16 aspirantes e noviços das várias secções. Foi num ambiente de grande alegria que os 7 novos lobitos da alcateia, os 6 novos exploradores da expedição, os 2 novos pioneiros da comunidade e a nova caminheira do clã fizeram o seu compromisso para com Deus, com a comunidade e para com a Lei do Escuta, recebendo assim os respetivos lenços e insígnias.

Por fim, o agrupamento não pode deixar de felicitar os novos elementos que se juntaram à fraternidade escutista e que vêm fortificar as raízes do nosso agrupamento 1166-Amor.

Beatriz Duarte

quarta-feira, 18 de março de 2026

A fé é lugar de ressurreição

22 de março de 2026 | 5.º Domingo da Quaresma
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O texto do Evangelho deste domingo – a ressurreição de Lázaro – é uma catequese sobre o acreditar, sobre a fé em Cristo, que é a Ressurreição e a Vida: “Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá... Acreditas?”

A ação de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. É por isso que Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai: a sua oração demonstra a sua comunhão com o Pai e a sua obediência ao Pai. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo, provando à comunidade dos crentes que a morte física não interrompe o amor, não interrompe a vida plena do discípulo que ama Jesus e O segue.

A família de Betânia representa a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são seus amigos, acolhem-no na sua casa/vida. Essa família também faz a experiência da morte física. Como lidar com ela? Com o desespero de quem acha que tudo acabou? Com a tristeza de quem acha que a morte venceu, até que Deus ressuscite o “irmão” morto, no final dos tempos? Não. Ser amigo de Jesus é saber que Ele é a ressurreição e a vida e que dá aos seus a vida plena, em todos os momentos. Ele não evita a morte física; mas ela é, para os que aderiram a Jesus, a passagem para a vida verdadeira e definitiva. Para os “amigos” de Jesus – aqueles que acolhem a sua proposta e se entregam a Deus e aos irmãos – não há morte… Podemos chorar a partida de um irmão, mas sabendo que, ao deixar este mundo, ele encontrou a vida plena, na glória de Deus.