Setenta vezes sete nas contas de Deus

13 de setembro de 2026 | 24.º Domingo do Tempo Comum Leituras | Comentário | Avisos | Boletim Mais que uma conta simples de resolver, ...

Calendário da Paróquia de Amor

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setenta vezes sete nas contas de Deus

13 de setembro de 2026 | 24.º Domingo do Tempo Comum
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Mais que uma conta simples de resolver, esta é a expressão da total gratuitidade, da radical totalidade, falta de limites na capacidade de perdoar de Deus. Se o 7 tem o sentido da totalidade, quanto mais 70 x 7 assume uma perspetiva de plenitude, sem limites, absoluto e ilimitado.

A pergunta que Pedro faz ao Mestre aponta já para um «sem-limite» no perdão. Mas a resposta de Jesus transporta para uma lógica divida, eterna. É nessa lógica que somos convidados a entrar: experienciar e deixar-se transformar pelo acolhimento do amor de Deus para o transportar na relação com os outros.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Percurso Alpha

O Alpha é um percurso de 11 sessões que cria um espaço onde as pessoas trazem os seus amigos para conversar sobre a fé, a vida e Deus.

São sessões interativas que exploram os fundamentos da fé cristã, realizadas em um ambiente acolhedor e amigável, uma oportunidade para qualquer pessoa, independentemente das suas crenças, para fazer perguntas e explorar a fé de maneira aberta e honesta.

No dia 1 de outubro, quinta-feira, haverá um encontro de lançamento desta proposta na capela de Picassinos, Marinha Grande, onde decorrerá um novo Alpha: para esse dia, convida-se os interessados em conhecer este percurso para um jantar simples, pelas 20h. Para ser contactado basta manifestar essa intenção em paroquiadamarinhagrande.pt.

Somos responsáveis uns pelos outros

6 de setembro de 2026 | 23.º Domingo do Tempo Comum
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Na realidade atual onde parece prevalecer o culto do individualismo, onde tudo parece aceitável e tolerável, onde também a vivência da fé parece estar relegada para o campo da interioridade individual de cada um, o Evangelho deste domingo vem de novo reforçar a necessidade de “cuidarmos” uns dos outros, de nos preocuparmos com a “saúde espiritual” do outro.

Somos responsáveis não apenas por nós próprios, mas também por aqueles que temos a nosso lado. Por isso, perante uma atitude que nos possa parecer mais ofensiva, olhando-a com o olhar da caridade de Jesus, o próprio Jesus nos desafia a não ficar parados, deixando que o outro se afaste ou destrua: vai ter com ele a sós. Se não resultar, volta com mais alguns, volta a tentar sempre… Se mesmo assim não se conseguir a reconciliação, vê o outro sempre como alguém a quem és chamado a amar.

A unidade é algo de essencial, tão forte que, vivida na verdade do amor de Jesus, torna Jesus aí presente.

A fé em Deus arranca-nos necessariamente do isolamento: ela torna-nos cúmplices do mesmo Amor que se torna responsabilidade para com o outro, e este cuidar do outro não é deixar passar tudo – é advertência e correção: tarefa que não é para ser vivida como uma afirmação de superioridade ou arrogância por quem a faz, nem de inferioridade de quem a recebe, mas num espaço de mútuo crescimento na caridade.

sábado, 29 de agosto de 2026

O que é ganhar ou perder a vida?

30 de agosto de 2026 | 22.º Domingo do Tempo Comum
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«As palavras de Jesus ao discípulo falam da necessária perda de si, da sua própria vida, para a encontrar (cf. Mt 16,24-26). Exigem, portanto, um renegar de si mesmo, parar de conhecer-se, sair de uma vida auto-centrada, da procura de auto-justificações, para encontrar-se como dom e alcançar, pela graça, a verdadeira vida. Trata-se de uma passagem pascal da vida como posse e como poder, à vida como dom e graça. É a vida vivida em Cristo e por Cristo, é a vida de Cristo em nós: "Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la" (Mt 16,25). "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?" (Mt 16,26). O texto deixa antever a situação de todos os homens tentados a possuir, a ampliar o campo de ação para fora de si, a acumular, falhando a vida, perdendo-se. Talvez isso aconteça para não se encontrarem a si mesmos, para não entrarem no doloroso face-a-face consigo.

Seguir Cristo significa colocar a nossa vida na Sua vida, por amor. O que por amor se perde, na realidade não é perdido, mas oferecido. E o que é oferecido por amor é encontrado na relação.» (Texto de Luciano Manicardi)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Formação cristã com adultos e catequeses de preparação para o Crisma


No início do novo ano pastoral de 2026 - 2027, a Vigararia do Vale do Lis, com as suas 3 Unidades Pastorais e 12 paróquias, entre as quais a paróquia de Amor, vai dar início a um percurso de catequese com adultos (maiores de 21 anos de idade) que queiram prepara-se para a celebração de algum ou de todos os sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia), ou que desejarem fazer uma caminhada catequética de aprofundamento da fé cristã com outros adultos.

Os encontros serão aos sábados, pelas 21h, quinzenalmente, estando previsto que decorram na paróquia da Ortigosa. O início deste percurso com 16 encontros, está agendado para o dia 10 de outubro de 2026, concluindo em maio de 2027.

Os adultos interessados em vivenciar este percurso de formação cristã devem dirigir-se ao Cartório Paroquial para fazer a sua inscrição.

E para mim, quem é Jesus?

23 de agosto de 2026 | 21.º Domingo do Tempo Comum
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Jesus pergunta aos discípulos «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» e, depois voltando-se diretamente para os discípulos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»

A opinião dos “homens” não capta a condição única de Jesus, a sua novidade e originalidade. Reconhecem que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão. Olham para Jesus como um profeta, na linha dos grandes profetas da história do Povo de Deus. É muito, mas não é o suficiente. A opinião dos discípulos acerca de Jesus vai muito além da opinião comum. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, proclama: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Nestes dois títulos resume-se a fé da Igreja. Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é esse libertador que Israel esperava. No entanto, Jesus é também o “Filho de Deus”: significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai, e que Jesus conhece e realiza os projetos do Pai no meio dos homens.

Na resposta, Jesus esclarece que esta fé é um dom de Deus. E, de seguida, nomeia Pedro para “administrador” da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade dos discípulos do Reino. Pedro é o protótipo do discípulo: nele, está representada a comunidade que se reúne em volta de Jesus e que proclama a sua fé em Jesus como o “Messias” e o “Filho de Deus”. É a essa comunidade, representada por Pedro, que Jesus se confia.

Pedro é feliz, encontra-se a si mesmo e à sua missão, na relação de fé com Jesus. Desse progressivo conhecimento nasceu a capacidade de conhecer Jesus “por dentro”, e por isso O seguiu e por Ele deu a vida. Também no nosso caminho como cristão, e para que esse caminho tenha sentido, se faz ecoar a mesma questão daquele dia: e para mim, quem é Jesus?