Também tu és chamado à santidade

Solenidade de Todos os Santos | 1 de novembro de 2026 Leituras | Comentário | Avisos | Boletim «Alegrai-vos e exultai» (Mt 5, 12), são...

Calendário da Paróquia de Amor

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Também tu és chamado à santidade

Solenidade de Todos os Santos | 1 de novembro de 2026
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«Alegrai-vos e exultai» (Mt 5, 12), são as primeiras palavras da Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o chamamento à santidade no mundo atual. É um belo desafio para estes dias, fazer uma (re)leitura destas páginas que nos revelam sempre de novo a beleza com que Deus quer revestir a nossa vida de cada dia...

A partir das Bem-aventuranças, o texto que a Igreja nos convida a meditar na Solenidade de Todos os Santos, o Papa (n.º 65 ss.) convida-nos a acolher o desafio à santidade deixado pelo Mestre que é sempre Jesus, que podemos resumir recolhendo a última frase de cada um desses números:

Ser pobre no coração: isto é santidade.
Reagir com humilde mansidão: isto é santidade.
Saber chorar com os outros: isto é santidade.
Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade.
Olhar e agir com misericórdia: isto é santidade.
Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor: isto é santidade.
Semear a paz ao nosso redor: isto é santidade.
Abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas: isto é santidade.


Com o título "a ti também", o Papa Francisco deixa-nos esta mensagem que vale a pena ler e meditar (n.º 14-16):

Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És pai, mãe, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais.

Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida (cf. Gal 5, 22-23). Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: «Senhor, sou um miserável! Mas Vós podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor». Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontrarás tudo o que precisas para crescer rumo à santidade. «Como uma noiva que se adorna com as suas joias» (Is 61, 10), o Senhor cumulou-a de dons com a Palavra, os Sacramentos, os santuários, a vida das comunidades, o testemunho dos santos e uma beleza multiforme que deriva do amor do Senhor.

Esta santidade, a que o Senhor te chama, irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e… surgem as críticas. Mas esta mulher diz para consigo: «Não! Não falarei mal de ninguém». Isto é um passo rumo à santidade. Depois, em casa, o seu filho reclama a atenção dela para falar das suas fantasias e ela, embora cansada, senta-se ao seu lado e escuta com paciência e carinho. Trata-se de outra oferta que santifica. Ou então atravessa um momento de angústia, mas lembra-se do amor da Virgem Maria, pega no terço e reza com fé. Este é outro caminho de santidade. Noutra ocasião, segue pela estrada fora, encontra um pobre e detém-se a conversar carinhosamente com ele. É mais um passo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Agrupamento de Escuteiros tem duas novas Dirigentes

A Maria e a Nicole fizeram no sábado, 24 de outubro, na celebração da Missa, no Casal dos Claros e Coucinheira, a sua Promessa de Dirigentes do CNE. Este é sempre um momento marcante não apenas para quem faz a sua Promessa, mas para todo o Agrupamento, que conta com o seu compromisso para desempenhar uma missão educativa neste Movimento, e para a Comunidade Cristã que tem, no Escutismo, um contributo para a educação humana e cristã dos mais novos.

Monte Real acolhe o 2.º encontro da Unidade Pastoral 4

A Paróquia de Monte Real acolheu, no domingo, dia 25 de outubro, o 2.º Encontro da Unidade Pastoral 4 (UP4), que reúne as paróquias de Amor, Carvide, Monte Real e Vieira de Leiria. A iniciativa convidou toda a comunidade a celebrar a unidade na diversidade e a reforçar os laços de comunhão e partilha entre as quatro paróquias.

O programa teve início às 11h00, com a celebração da Eucaristia na Igreja Matriz de Monte Real, animada em conjunto pelos coros das várias paróquias em diferentes momentos da celebração. Seguiu-se um almoço partilhado, que proporcionou um momento de convívio e fraternidade entre os participantes.

Durante a tarde, o encontro continuou com um «Jogo de Vila», preparado pelo Agrupamento 1077 de Monte Real. Os participantes foram distribuídos por cinco equipas e percorreram vários locais emblemáticos de Monte Real, num percurso com sete pontos de interesse: Igreja Matriz, Mosteiro de Santa Clara, Pelourinho, Paço Real, Igreja de São João, Fonte de Santa Isabel e Termas.

A tarde contou ainda com a participação da Academia Sénior, que interpretou cantos tradicionais.

O encontro terminou com todos os presentes a cantar os parabéns à UP4, celebrando com alegria este caminho de união e partilha entre as quatro paróquias.

Este Encontro da Unidade Pastoral 4 foi uma oportunidade para fortalecer os laços entre as comunidades, valorizar as tradições locais e testemunhar que, na diversidade de cada paróquia, é possível construir uma comunidade unida na fé e na fraternidade.

Helena do Mar

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O maior mandamento da Lei

25 de outubro de 2026 | 30.º Domingo do tempo Comum
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«Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.»

Santo Agostinho, autor desta célebre afirmação, coloca-nos no coração do amor, aquele mesmo de que fala Jesus no único e duplo mandamento do texto do Evangelho deste domingo: amar a Deus e o próximo como a si mesmo. Viver em encontro-relação-comunhão com Deus, é entrar dentro do Amor em si mesmo, e desse «amor enraizado» só pode sair amor no encontro-relação-comunhão com os outros.

Amar a Deus é amar a Sua imagem presente em cada pessoa; amar cada pessoa, é ver nela a imagem do próprio Deus: o outro é o lugar sagrado no qual se manifesta não apenas um vago sentimento, mas a «tarefa», às vezes «fadiga» de se empenhar pela vida do outro, «não procurando cada um o seu próprio interesse mas o dos outros» (1Cor 10, 24).

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

De César e de Deus

18 de outubro de 2026 | 29.º Domingo do Tempo Comum
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«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» - a afirmação que conclui e condensa a o texto do Evangelho deste domingo coloca-nos, por um lado, perante a responsabilidade de estar no mundo, na busca do bem comum, como cidadãos do mundo, fiéis ao Evangelho, guiados pela consciência cristã. Por outro lado, perante a centralidade do «dar a Deus o que é de Deus». E se a moeda tem o rosto de César, o homem, cada pessoa humana, reflete o rosto de Deus, pois à sua «imagem e semelhança» foi criado.

Para além das controvérsias políticas, Jesus centra-nos no essencial: não esquecermos a nossa identidade, e sabermos que tudo o resto faz sentido quando nos ajuda a espelhar o nosso ser e a nossa vocação. Não há qualquer tipo de desprezo pelo mundo e as coisas do mundo: elas servem ao bem comum, à construção da nossa identidade, ao caminho de aperfeiçoamento constante que está nas nossas mãos, enquanto co-criadores com Deus.

sábado, 10 de outubro de 2026

25 de outubro: Dia da Unidade Pastoral 4

No domingo 25 de outubro, celebramos o dia da nossa Unidade Pastoral 4, que reúne as paróquias de Amor, Carvide, Monte Real e Vieira de Leiria. Será em Monte Real, com início às 11h, com a Missa, na igreja paroquial. Segue-se o almoço partilhado de convívio: a paróquia de Monte Real oferece uma sopa, o restante (incluindo os pratos, copos e talheres) deve ser levado pelos participantes (convidados a deixar a comida no salão antes da celebração). 

Durante a tarde haverá um peddy-paper pela vila, para conhecer a paróquia que este ano acolhe este Dia da UP. Terá vários postos, mas, para quem tiver mais dificuldade de mobilidade, haverá também a possibilidade de permanecer no salão.

Todos são convidados a participar! Os acólitos, levado as suas túnicas, e estando pelas 10h30 na igreja; os membros dos grupos corais, para os quais há um ensaio geral no dia 23, sexta-feira, às 21h, na igreja de Monte Real; os membros dos diversos movimentos e serviços paroquiais, para formar os grupos das atividades, com um convite particular aos grupos da catequese e escuteiros, para se divertirem e conviverem durante o peddy-paper preparado pelo Agrupamento de Escuteiros de Monte Real.

Este Dia da UP será uma oportunidade para investir na unidade, criar ligações e fazer pontes, e irá realizar-se em cada ano numa das paróquias da UP.

Nesse domingo não haverá missa em Amor. As celebrações serão todas no sábado, dia 24: às 17h em Amor; às 18h15 nos Barreiros; e às 19h30 no Casal dos Claros e Coucinheira.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Uma liberdade responsável

11 de outubro de 2026 | 28.º Domingo do Tempo Comum
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A parábola do convite para o banquete nupcial, da leitura do Evangelho deste domingo, parte de uma realidade muito humana: a vida que se alimenta (banquete), e o amor que se vive e partilha (o banquete é nupcial). É a vida que está em jogo! É para a Vida que o Senhor convida.

O convite é gratuito, mas compromete quem o recebe, exige uma resposta. É nesta parte que toca a vontade e a responsabilidade da pessoa chamada a participar da Vida: não basta ser chamado, é preciso querer responder e, consequentemente, participar ativamente (a parábola usa a imagem do traje nupcial) sem se deixar cair na indiferença. O convite está feito, qual a resposta que lhe dou?